Montra IST – AIR (Adventure Island Racing)
ProjectosPublished Junho 22, 2011 at 11:04 1 Comment
AIR é um jogo arcade com base no controlo de aviões. Mas este não me faz lembrar o Ace Combat, faz lembrar sim o Toy Commander (quantas horas passadas a rebentar os brinquedos dos amigos…)! Parece-me a mim que a ideia surgio um pouco do Mario Kart com aviões e diga-se já que foi uma boa ideia
A apresentação do jogo estava boa e cuidada, um estilo cartoonesco bem conseguido e 4! ambientes muito diferentes. O gameplay estava lá todo com 3 modos de jogo e 2 power ups este jogo estava mais que pronto para um bom pitch. Os controlos estavam menos positivos quando associados com a camêra, movimentos bruscos e ângulos esquisitos retiravam à experiência. Tudo isto conseguido com o já popular engine Unity, que se revelou para os estudantes uma agradável escolha.
Depois de ter levado uma tareia no 1 vs 1, os criadores Diogo Simões, Tiago Henriques e Sara Cruz notaram logo que o jogo é muito melhor a 4 pessoas. Bom, se a 2 já era caótico imagino a 4…
Aproveitei também para falar com estes compadres developers sobre a indústria:
( Não te esqueças de deixar os aplausos nos comentários!
)
- O que conhecem da industria de videojogos em Portugal?
Diogo Simões: Conheço algumas das empresas que neste momento estão a realizar projectos importantes, como o caso da Seed Studios, que vai lançar o jogo Under Siege na PSN assim que esta volte ao normal. A Ydreams, apesar de não ser uma empresa especializada em videojogos já teve alguns projectos nessa área, como o jogo do Cristiano Ronaldo para telemóveis. A Biodroid que neste momento está a desenvolver um jogo para a PS3 e já tem experiência no mercado através de trabalhos anteriores para dispositivos móveis. Outra empresa importante é a Miniclip Portugal, sediada no TagusPark, que é bastante conhecida pelo seu portal de jogos onde as pessoas podem jogar gratuitamente.
Tiago Henriques: Tenho um conhecimento razoável, acima do que a maior parte dos portugueses conhece, pois estando nós mais dentro do meio ouvimos falar mais destas coisas, porque infelizmente os videojogos ainda são pouco falados cá em Portugal a nível profissional.Mas já existem cá várias empresas nessa área, exemplo disso é Seed Studios, que lançou agora o Under Siege para a PSN, mas que anteriormente já tinha feito um jogo para NDS e para telemóveis. A Miniclip que tem um escritório a funcionar cá em Portugal e que faz jogos tanto para o portal como para o iphone, jogos exclusivamente portugueses com grande sucesso a nível mundial. Temos também a Biodroid que também está a fazer um jogo para a PS3 e também faz vários para telemóveis. E outras empresas como PDM,Tapestry Software, Ydreams, RTS, etc.
Sara Cruz: A empresa portuguesa de jogos sobre a qual estou mais informada é a Biodroid, uma vez que estou a realizar lá um estágio relacionado com a minha tese de mestrado. Estão a desenvolver jogos para um conjunto variado de plataformas: Nintendo DS, Wii, Playstation, ipad/iphone e estão a iniciar o desenvolvimento para Android. Recentemente têm tido bastante visibilidade através do jogo Replika, a ser lançado para a Playstation Network, sem data de lançamento previsto, assim como dois jogos patrocinados pelas estrelas de futebol, José Mourinho e Cristiano Ronaldo. Uma parte dos jogos é feita em parceria com projectos financiados pela União Europeia bem como através de colaborações com empresas externas, nomeadamente a Billabong ou EDP. Recentemente, graças também a um jogo para a Playstation Network, a empresa Seed Studios ganhou alguma notoriedade, sendo uma das empresas portuguesas que se tem destacado na área. Também existem empresas estrangeiras com escritórios em Portugal, tal como a conhecida empresa de jogos on-line Miniclip. Em Portugal, trabalham principalmente no lançamento de jogos para a App Store da Apple, patrocinados pelo site da empresa. Embora a Miniclip seja estrangeira, em Portugal a maior parte dos colaboradores são portugueses.
- Acham que existe futuro/emprego nesta área em Portugal?
Diogo Simões: Penso que a indústria dos videojogos em Portugal, apesar de se encontrar num estado embrionário quando comparado com outros países, tem um futuro bastante promissor tendo em conta o trabalho realizado pelas empresas que têm vindo a surgir neste ramo. Para já penso que as empresas de videojogos em Portugal terão de se focar em jogos de menor orçamento mas que apostem forte em criatividade, tentando dar um passo de cada vez sem serem demasiado ambiciosas. Veja-se o exemplo da Move Interactive, em que foi feito um investimento avultado na criação de um jogo AAA, o Ugo Volt, mas que no fim se mostrou um projecto demasiado ambicioso e que não chegou a ver a luz do dia, apesar dos esforços que foram feitos. Como tal devemos começar por projectos simples, como jogos para plataformas móveis, e à medida que o retorno financeiro vai surgindo podem-se dar passos mais largos em direcção a jogos AAA, onde os orçamentos base andam na ordem dos milhões de euros. O importante no fim é termos pessoas competentes que tenham gosto e iniciativa e que façam projectos de qualidade para tornar Portugal numa boa referência na indústria de videojogos e penso que para já estamos no bom caminho.
Tiago Henriques: Acho que sim, Portugal é um país que na área da informática e das novas tecnologias tem mostrado que consegue fazer grandes coisas e não vejo porque não o possa fazer também na industria dos videojogos, aliás nós temos vindo a evoluir, muito lentamente, mas temos evoluído, acredito que daqui a uns anitos já tenhamos mais jogos portugueses com algum nome nos grandes mercados.
Sara Cruz: A área de desenvolvimento de jogos em Portugal, tal como no resto do Mundo, é uma área de emprego muito cobiçada e existe bastante competitividade no acesso às posições disponibilizadas pelas empresas. Contudo, eu penso que o mercado em Portugal está em franco desenvolvimento e provavelmente existem novos lugares a abrir todos os anos. Como tal, efectivamente existem, em Portugal, postos de trabalho para quem queira dedicar-se ao desenvolvimento de jogos, mas deve contar-se com uma grande competição no acesso a essas posições. Para quem queira investir numa carreira nesta área o ideial será apresentar um bom portfólio de jogos já desenvolvidos, por exemplo, durante o próprio curso, ou ganhar currículo realizando estágios com empresas de jogos, a nível nacional ou internacional.
- Têm como objectivo seguir uma carreira em videojogos?
Diogo Simões: A partir do momento em que tive a minha primeira consola aos 4 anos, uma MegaDrive, fiquei fascinado pelo mundo dos videojogos e pela sua interactividade, característica que não se encontra por exemplo nos livros ou nos filmes. Desde aí até agora sempre mantive esse gosto e, apesar de não estar focado em seguir uma carreira em videojogos, não coloco essa hipótese de lado sendo algo que me daria bastante prazer.
Tiago Henriques: Eu sim, até porque a minha principal razão para ter entrado num curso de engenharia informática foi mesmo essa.
Sara Cruz: Até este momento, desenvolver jogos tem sido, sem dúvida, o trabalho mais divertido e compensador que tenho realizado ao longo do curso. Contudo, embora gostasse bastante de trabalhar nessa área, não o tenho como um objectivo absoluto. Para mim qualquer área da informática que me permita ter criatividade no trabalho que realizo, assim como oportunidades de aprender e me desenvolver enquanto profissional far-me-á muito feliz sendo que, obviamente, o desenvolvimento de jogos junta sempre estas características.

[...] semelhança do AIR, este também foi feito com Unity3D. No entanto, os dotes artísticos ao dispor deste grupo [...]