Montra IST – Prism

ProjectosPublished Julho 11, 2011 at 18:02 No Comments

Consegues imaginar um mundo sem cor? Difícil… E um jogo num mundo sem cor onde só tu tens o poder de ter cor? Exacto, é o Prism. Na sua génese um jogo 2D de plataformas de progressão horizontal, para adicionar a esta relíquia sagrada do design dos video jogos, uma mecânica de mundos alternativos com base em 3 cores vermelho, verde e azul.

Começa com um tutorial simples e bem conseguido para aprendermos a manejar a alteração de cores, excelente para perceber do se trata o jogo. Existem plataformas com as 3 cores que se revelam ao nos aproximar-mos delas, se tivermos a cor da plataforma activa esta é fisicamente sólida caso contrário não interage connosco. Através de combinações de cores, plataformas e alavancas que mudam as  cores somos mergulhados em puzzles crescentemente mais complicados, os níveis são curtos mas algo numerosos o que ajuda a criar checkpoints (ainda que este não seja um jogo de muitas mortes).

Fazendo parte do curso de informática é de esperar que todos estes protótipos pequem na arte, assim o grupo Grupo4Studios optou por um estilo minimalista e sombrio que se entrega no conceito do jogo. Mesmo com o modelo da Ogre3D como personagem principal e plataformas geométricas na minha opinião o feeling desejado já está integrado nesta demo.

Efectuar as acções desejadas era intuitivo, já saber que acção tomar era por vezes complicado. A maior dificuldade prendia-se com o facto de apenas conseguirmos ver a cor das plataformas num circulo em torno da personagem, circulo este que muitas vezes tinha um raio demasiado curto para o salto a fazer. Ou seja, o meu pensamento era “Bom, estou numa plataforma azul. Não existe mais nada a minha frente, logo tenho de saltar e mudar para Vermelho ou Verde… 50/50″ :) acertando assim o salto 50% das vezes.

Deveras um trabalho mais técnico pelo o lado da programação para conhecer o Ogre3D e pelo lado do game design experimental, do que para agradar aos possíveis compradores, sem que por isso deixa-se de proporcionar o interessante desafio esperado de um jogo de puzzles.

José Pedro Rua foi o elemento que respondeu à minha curiosidade em nome da equipa:

  • O que conhecem da industria de videojogos em Portugal?

Infelizmente não conhecemos muito. Praticamente, todos os jogos que vocês têm no vosso site são do nosso conhecimento. Também existe a SeedStudios, localizada no Porto, que agora lançou um jogo de estratégia para PS3, o Under Siege. Sabemos também da Biodroid que também fez alguns jogos. De resto, só se for mais o Almansur, um jogo de estratégia desenvolvido por estudantes e professores aqui da universidade (têm site). Por último, no Taguspark está sediado o Miniclip Portugal, que também fizeram jogos como o Fragger e o iStunt que tiveram bastante sucesso

  • Acham que existe futuro/emprego nesta área em Portugal?

É uma pergunta um bocado difícil. Achamos que depende das pessoas que se meterem nisto. Não podem estar à espera de terem logo sucesso ou de criar um jogo excelente e ganhar uma data de dinheiro com isso. Fazer jogos não é fácil e fazê-los vender ainda é mais difícil. Além de que em Portugal não existe muito esta cultura, pelo que torna-se difícil de obter apoio e ter clientes que gostem ter este tipo de entretenimento (daí tantos videojogos desenvolvidos em Portugal serem educativos). Depende da vontade das pessoas em querer levar os seus projectos adiante tendo em conta a tempo, emprego, dinheiro, etc. Achamos que, pelo menos por agora, os jogos indie são a nossa melhor hipótese.

  • Têm como objectivo seguir uma carreira em videojogos?

Nem todos os elementos. Alguns gostam de jogar, mas querem fazer outras coisas no futuro. Outros elementos querem fazê-lo  longo prazo. Outros vão tentar a sua sorte como indie developers enquanto têm o seu emprego normal, não antes terem tentado arranjar um trabalho numa companhia de videojogos.

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